A Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Olhos d’Água e Adjacências, que conta com associados de cinco micro-comunidades (Olhos d’Água, Tulha, Boa Sorte, Sertão Grande, Jequitibá), está desenvolvendo um trabalho em parceria com a Emater, CMDRS e Prefeitura para cadastrar seus produtores no Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal, além de suas atividades para o apoio aos produtores e desenvolvimento daquela região de Nepomuceno. É uma associação nova, ainda sem uma sede para realização de trabalhos, reuniões e ambientes de discussões, e também não tem nenhum computador para ajudar em processos, cadastros e serviços de acesso à Internet.
Edilber Augusto Alves, que é o presidente da associação, falou sobre seu trabalho e dos resultados que tem obtido. São 50 famílias na região, que não tem escola e nem atendimento médico. A principal atividade da associação é reivindicar melhoria nas condições de vida de seus habitantes, seja através de atendimentos pela Prefeitura, Emater ou auxílio para os pequenos produtores, que tem áreas entre um e dois módulos rurais. O associativismo é a melhor forma de conseguir estas melhorias, mas é imprescindível que haja uma liderança capaz de pressionar as entidades e órgãos, sem submissões, bem como negociar com fornecedores e clientes. Por isto é importante que as associações participem das reuniões dos Conselhos, especialmente o CMDRS. Somente com mobilização integral, será possível mudar a realidade da agricultura familiar. E isto está acontecendo na região dos Olhos d’Água.
O mais recente movimento desta associação é o cadastramento de 25 produtores no Programa de Aquisição de Alimentos, PAA (clique aqui para saber mais ou aqui), do Governo Federal. Com apoio do Secretário de Planejamento, André Rodrigues, Edilber conseguiu agilizar este processo, além de os dois terem visitado alguns produtores de Guapé que têm servido de modelo para este programa. O PAA depende das verbas federais, tem sua articulação e definição dos clientes na Prefeitura e conta com a EMATER-MG para o cadastro e orientação técnica. Se estes três níveis estiverem bem articulados e uma associação forte, será possível ampliar a participação de muitos outros produtores neste programa. A expectativa é que os produtores da região consigam um incremento de até R$ 4.500,00 anuais em suas rendas com a comercialização de produtos como banana, mandioca e maracujá para escolas e entidades municipais. Mas, outros produtos poderão ser acrescentados aos convênios, até mesmo produtos de valor agregado, como queijos, bolos e pães de produção artesanal. É a mobilização mostrando sua importância.
Edilber também destacou que o PAA, contrariando iniciativas de governos, não é muito burocrático, mas é um desafio promover estas iniciativas para os produtores. Ele também registrou que a Associação Olhos d’Água está à disposição de outros pequenos produtores, especialmente aqueles que não têm os conhecimentos necessários para entrarem nestes programas, bem como incentivar a criação ou reorganização de outras associações, tornando-as fortes e independentes. E o NepoNews apoia estas iniciativas, deixando aberto o espaço para divulgações de reuniões e informações que permitam o fortalecimento do associativismo na região.

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